sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Poema de "Ronsard"

Comme on voit sur la branche au móis de Mai la rose,
En sa belle jeunesse, en sa première fleur,
Rendre le ciei plus jaloux de sa vive couleur,
Quand l’Aube , de ses pleurs, au point de jour l’arrose;
La Grâce dans sa feuille, et 1′Amour se repose,
Embaumant les jardins et les arbres d’odeur;
Mais,battue ou de pluie ou d’excessive ardeur(*), (* )chaleur
Languissante, elle meurt, feuille à feuille déclose;
Ainsi, en ta première et jeune nouveauté,
Quand la terre et le ciei honoraient ta beauté
La Parque t’a tuée, et cendre tu reposes.
Pour obsèques reçois mes larmes et mes pleurs.
Ce vase plein de lait, ce panier plein de fleurs.
Afia que, vif et mort, ton corps ne soit que roses.”
(RONSARD, Pierre de – Ouvres poétiques. Paris, Larousse, Col. Classiques Larousse , 1972, p. 141-142).

TRADUÇÃO

Como se vê nos galhos, em pleno maio, a rosa.
Em sua bela juventude, em sua primeira flor,
Tornar o céu mais ciumento de sua viva cor,
Quando a Aurora, com seus prantos, ao nascer do dia a asperge;
A Graça, em sua folha, assim como o Amor, repousa,
Perfumando os jardins e as árvores de odor;
Mas atingida pela chuva ou calor excessivo,
Lânguida ela morre, aberta folha por folha;
Assim em tua primeira e jovem novidade,
Quando a terra e o céu honravam tua beleza,
A Parca te matou e, cinzas , tu repousas.
Por exéquias recebe minhas lágrimas e prantos,
Este vaso pleno de leite, este cesto pleno de flores,
Para que, vivo e morto, teu corpo seja apenas rosas.
(Trad. livre de G.P. Passos)

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